1966. Depois de tirarem férias, as primeiras desde 1962, os Beatles reuniram-se no Abbey Road novamente para gravar um disco. Mas o Revolver mostrou-se o mais evoluído, até o White Album(1968). As inovações começaram no Help!(Agosto/1965) com o piano elétrico (The Night Before), músicos de estúdio (You Got To Hide Your Love Away, Yesterday) e a primeira música com mais de três minutos (Ticket To Ride). O Rubber Soul (Dezembro/1965) teve inúmeras inovações, como não usar covers, instrumentos da música indiana (Norwegian Wood/ This Bird Has Flown), fuga da temática "amor"(Nowhere Man), baixo com fuzz (Think For Yourself) e um não Beatle sendo creditado como músico (Malcom Evans, roadie, toca órgão em You Won't See Me) numa música, sendo essa a segunda com mais de três minutos. Mas no Revolver, eles tiveram tempo. Do quê? De experimentar coisas novas. Desde procurar sons que soassem bem com a música, como os acordes sem vibratto de Eleanor Rigby da mini-orquestra, contendo 2 violocelos, 2 violinos e 1 contrabaixo acústico, sem falar no contra-baixo elétrico de Paul, até a utilização de uma banheira cheia de correntes para dar efeito de ondas em Yellow Submarine. Experimentos variados como um piano a 53,5 rotações por minuto (a velocidade média de um piano é 55 rotações por minuto) em Good Day Sunshine, um órgão hammond com um Leslie, criando um efeito Flange em Tommorow Never Knows ( ouça a música no Youtube para entender o que este objetos fizeram com a voz do John Lennon), o George Harrison tendo mais espaço, etc. Ouça o disco para poder saber mais. Como dica, aqui está a canção Doctor Robert. Ouça se quiser. É, na minha opinião, a melhor do disco.
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